2017-07-19T14:20:19Z
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2017-01-30
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A tradução - falsa ou autêntica - tem um papel importante na obra de Alberto Mussa. As presumíveis fontes dos seus romances incluem línguas como o árabe, o tupi, o francês ou o alemão, e o próprio autor ensaia também a tradução, num exercício que revela uma ideia muito borgeana: em literatura não há origem, só há reescrituras. A tradução na obra de Mussa é usada como pretexto, como recurso estético e narrativo, e também como evidência de uma concepção da linguagem humana como jogo e como fim em si mesmo. Para Mussa, como para Borges, traduzir não é repetir, mas recriar, e o tradutor, quer queira quer não, está condenado a ser poeta, visto que 'as palavras não são nem sequer sinônimas de si mesmas'.
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Portuguese
Universidade de Brasília
Reproducció del document publicat a: https://doi.org/10.1590/2316-40185012
Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, 2017, num. 50, p. 187-195
https://doi.org/10.1590/2316-40185012
cc-by-nc (c) Comellas, Pere, 1965-, 2017
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