Neste artigo, sintetizam-se os dados relativos à Quinta do Rouxinol, um dos principais centros oleiros de época romana identificados até à data na bacia do Baixo-Tejo, no território hoje português e na antiga província da Lusitania. O centro oleiro da Quinta do Rouxinol destaca-se, no espectro da investigação científica portuguesa, por apresentar um estudo crono-estratigráfico completo, que engloba não só a sua dinâmica arquitectónica, no que respeita aos fornos e valas detríticas conhecidas, mas também a dinâmica temporal das produções cerâmicas (ânforas, cerâmica comum e imitações de engobe vermelho (IEV). Além disso, a investigação deste sítio permitiu quantificar as séries produzidas in loco, bem como os materiais datantes que justificam os faseamentos propostos, com resultados entretanto tratados em bibliografia já publicada. Com uma cronologia estratigráfica situada entre 235-250 e 425+ d.C., os dados tipológicos e sua análise quantitativa levantam, porém, a possibilidade da laboração do centro oleiro se ter iniciado ainda no século II d.C. Permitem ainda lançar a hipótese de uma continuidade pós-425 d.C. como pista de trabalho futura
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Portuguese
29-76 p.
Institut Català d’Arqueologia Clàssica
Jàrrega Domínguez, R. (Ed.). (2018). “Figlinae Hispaniae”. Nuevas aportaciones al estudio de los talleres cerámicos de la Hispania romana. Institut Català d’Arqueologia Clàssica. https://doi.org/10.51417/trama_06
Trama; 06
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