2024-10-31
Localizada no actual concelho de Torres Novas (Portugal), em pleno medio Vale do Tejo, a Villa romana de Cardilio e conhecida desde a decada de 1930, tendo sido intervencionada nas decadas de 1960 e de 1980. Implanta-se numa area de solos ricos e propicios a agricultura, com bons recursos hidricos e com acesso a importantes vias terrestres e fluviais. Com este trabalho pretende-se efectuar uma abordagem geral aos dolia de villa Cardilio, maioritariamente procedentes das escavacoes realizadas na decada de 1980 por Antonio Nunes Monteiro. A existencia, por um lado, de um conjunto consideravel de dolia entre a ceramica comum proveniente do sitio e, por outro, de alguns indicios que parecem indicar que neste local se produziria vinho destinado a exportacao em contentores anforicos (Lusitana 3), constituem importantes indicadores da provavel existencia de cellae vinariae e, paralelamente, da utilizacao de dolia no sistema produtivo do vinho. Acresce o facto de, nos recentes trabalhos realizados no ambito do projecto que decorre actualmente («Villa Cardilio e a romanizacao da bacia hidrografica do Almonda»), ter sido identificada a existencia de fornos de ceramica onde, entre outro tipo de contentores, poderao ter sido produzidos dolia. A caracterizacao quimica e petrografica das producoes da villa, programada para breve, permitira esclarecer esta questao.
Located in the current municipality of Torres Novas (Portugal), in the Tagus Valley, the Roman Villa of Cardilio has been known since the 1930s, having been excavated in the 1960s and 1980s. It is positioned in an area of rich soils favourable to agriculture, with good water resources and access to important land and river routes. The aim of this paper is to provide a general approach to the dolia from Villa Cardilio, mostly from the excavations carried out in the 1980s by Antonio Nunes Monteiro. The existence, on the one hand, of a considerable number of dolia among the pottery of the site and, on the other hand, of some signs that seem to indicate that wine was produced in this settlement intended for exportation in amphorae (Lusitania 3), represent important signs of the potential existence of cellae vinariae and, simultaneously, of the use of dolia in the wine production system. Additionally, in recent investigations within the current project («Villa Cardilio e a romanizacao da bacia hidrografica do Almonda»), pottery kilns were identified and, among other types of vessels, dolia could have been produced. The chemical and petrographic characterization of the manufactured pottery will clarify this question.
Capítol o part de llibre
Versió publicada
Portuguès
villa romana; dolia; consumo; produção; armazenagem; Roman villa; dolia; consumption; production; storage
305-315 p.
Institut Català d'Arqueologia Clàssica
Rueda Prunell, M., & Jàrrega Domínguez, R. (2024). Dolia ex Hispania: els dolia a les províncies d’Hispania en època romana. Estat de la qüestió i perspectives. Institut Català d’Arqueologia Clàssica. https://doi.org/10.51417/trama_12
Trama; 12
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